come with me to wonderland, baby.
Ela andava com uma cara de sem rumo, toxica, procurando algo que faça diferença em seu dia. Cabelo penteado, mas ainda sim bagunçado. Aparenta fortaleza, mas no peito era frágil. Complicada, mas não tão difícil de decifrar. Um labirinto, que havia uma saída. O tipo de menina estranha. Pintava as unhas de todas as cores, e mesmo assim achando pouco chamativo. Ouvia Rock dos anos 80 quando deprimida e dançava Madonna quando estava alegre. Escondia-se debaixo das cobertas macias quando estava escuro. Adorava frio, mas odiava inverno. Jogava coisas contra a parede quando estressada. Meio patética, meio engraçada, meio depressiva, meio gulosa, meio tudo. Faz planos imaginários ainda pensando em como seria bom vive-los. Gosta do som do seu próprio silencio e do gosto amargo de sua ironia. Colava pôsteres de bandas nas paredes sem vida de seu quarto e pintava o foco com canetas coloridas compradas na papelaria da esquina. Adora aquele monte de meias no compartimento de calças e esmaltes rachados no chão. Antiquada, um pouco estúpida, mas ainda sim educada.